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HORTTI.NEWS

Segunda-feira · 18 de maio de 2026

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CLIMA · ALERTA

El Niño com mais de 90% de chance no 2S26 — e o campo vai sentir

A NOAA projeta mais de 90% de probabilidade de El Niño no segundo semestre de 2026, segundo dados divulgados esta semana. A divisão vai ser regional: Sul do país com mais chuvas e calor, Nordeste e Amazônia com seca intensa, Centro-Oeste sofrendo ondas de calor. Soja e milho entram no radar como os mais ameaçados — mas horticultura, especialmente cenoura, tomate e batata, vai sentir o mesmo choque de oferta. Margens já apertadas e crédito difícil fecham o quadro.

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COMÉRCIO · ABERTURA

Mercosul-UE em vigor: agro brasileiro entra em mercado de R$ 130 trilhões

Desde 1º de maio, o acordo Mercosul-União Europeia entrou provisoriamente em vigor — e o agronegócio brasileiro ganhou acesso a 700 milhões de consumidores. Para o hortifruti, o sinal verde imediato é para a uva (tarifa zerada já). Abacate, limão, melão, melancia e maçã seguem cronograma de desgravação de 4 a 10 anos. A janela abriu; agora é questão de estratégia para aproveitar.

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NEGÓCIOS · CRÉDITO

Lula + Vorcaro (dez/2024): o plano que renderia R$ 544 mi/ano em taxas sem o BTG

The News revelou que em dezembro de 2024, Lula aconselhou Henrique Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG. O plano alternativo desenhado previa R$ 544 milhões por ano em taxas para o governo — sem o BTG se tornar dono. Vorcaro está preso desde semana passada na Operação Compliance Zero. O episódio levanta questões sobre como crédito e poder se entrelaçam no agro financiado via bancos públicos.

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BATATA · ENTRESSAFRA

Batata dispara quase 55% na CEASA de Uberaba — entressafra pressiona

Na primeira Pedra do Produtor de maio, a batata lisa saiu de R$ 110 para R$ 170 a caixa (+55%) na CEASA de Uberaba (MG). A explicação é clássica: período de entressafra reduz oferta e empurra o preço. Quem estocou bem, ganhou; quem precisou comprar no spot, pagou o preço. Com o El Niño no horizonte, o risco é de mais volatilidade nos próximos meses.

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MANGA · CEPEA

Manga Palmer cai 12% no Vale do São Francisco; Tommy sobe 12%

O CEPEA/Esalq registrou esta semana um movimento oposto entre as variedades: Palmer recuou para R$ 1,48/kg (-12%) no Vale do São Francisco, pressionada por maior oferta, enquanto a Tommy subiu para R$ 1,95/kg (+12%), beneficiada por demanda mais firme. Para o produtor, a escolha da variedade está fazendo diferença direta no caixa.

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MAÇÃ · CONAB

Maçã recua 8,89% no atacado, segundo 4º boletim CONAB de 2026

O 4º boletim CONAB de 2026 registrou queda de -8,89% no preço médio da maçã no atacado. A tendência reflete maior volume disponível neste ciclo, especialmente de variedades nacionais. Para o varejo, pode ser uma janela para reposicionamento de margem. Para o produtor, é mais um sinal de que 2026 exige eficiência operacional fora do comum.

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EUROPA · MORANGO

Morango europeu atinge mínima de 2026 — Mercamadrid já caiu 62% desde a abertura

Com o pico da colheita em Huelva (Espanha), o morango chegou a € 3,04/kg no Mercamadrid — uma queda de 62% em relação ao preço de abertura de safra (€ 8,00/kg em janeiro). Rungis e os mercados alemão e grego seguiram a mesma tendência. Oferta abundante, preço despencando: quem exporta da Europa sente o aperto; quem importa para o Brasil, potencial oportunidade.

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EUROPA · CITROS

Lane Late sobe 5,4% e limão Primafiori avança 5,3% no Mercamadrid

Enquanto o morango derrete, os citros de qualidade sustentam o patamar: Lane Late subiu de € 1,30 para € 1,37/kg (+5,4%) e o limão Primafiori avançou de € 1,50 para € 1,58/kg (+5,3%) no Mercamadrid. A oferta final de temporada ficou abaixo da demanda por parte do foodservice europeu, o que segurou as cotações. Quem tem laranja de mesa para exportar ainda tem espaço.

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EVENTO · BRASÍLIA

AgroBrasília 2026 acontece de 19 a 23 de maio — foco em tecnologia e sustentabilidade

A capital federal recebe esta semana a AgroBrasília 2026, reunindo produtores, cooperativas, startups e instituições financeiras do agro. O evento aposta em soluções de produtividade e sustentabilidade para o Cerrado. Para o hortifruti, é uma oportunidade de networking e acesso a tecnologia que ainda não chegou ao pequeno produtor de FLV.

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RENTABILIDADE · CEPEA

Hortifruti 2026: alta oferta pressiona cotações e exige tática para reverter queda de lucro

O mercado de hortifruti em 2026 vive uma equação difícil: oferta elevada derruba preços no campo, limitando o faturamento. Segundo o CEPEA/Esalq, o produtor que não tiver gestão de custos apertada vai ver a margem desaparecer. A solução passa por diversificação de variedades, timing de venda e acesso a mercados diferenciados — algo que a maioria ainda não domina.

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